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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Caixa faz operação e levanta recursos para financiamento imobiliário

A Caixa Econômica Federal, agente operador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), assina (20), em Brasília, uma operação de securitização de carteira imobiliária no volume total de R$ 1,5 bilhão. Os recursos para realizar a operação virão do FGTS. Com a operação, a Caixa terá mais recursos para o financiamento imobiliário.
De acordo com o banco, essa é a maior operação na modalidade já realizada e está lastreada em mais de 30 mil créditos imobiliários, concedidos pela Caixa, e cedidos à Gaia Securitizadora.
Segundo nota da Caixa, a operação tem o objetivo principal de incentivar o desenvolvimento do mercado secundário de créditos imobiliários no Brasil. “A operação incentiva o fortalecimento do mercado secundário para crédito imobiliário, no Brasil, que tem histórico apenas de mercado primário. Os recursos captados serão utilizados para gerar funding [recursos] a novos créditos imobiliários”, diz a Caixa, em nota.
De acordo com a Caixa, em 2011, foram recebidas doze propostas de venda de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) ao FGTS, no montante de R$ 6,2 bilhões. Dessas propostas, foram selecionadas seis, todas lastreadas em créditos individuais para imóveis de até R$ 200 mil. As outras cinco operações, envolvendo três securitizadoras e cinco agentes financeiros, no valor total de R$ 1,3 bilhão, aguardam encaminhamento das propostas finais para concretização da compra dos CRI pelo FGTS, ainda neste ano.
Para o período de 2002 a 2011, o Conselho Curador do FGTS alocou R$ 7,03 bilhões para essas operações. Desse montante, R$ 2,84 bilhões foram alocados para o exercício de 2011. Até 2010, foram realizadas vinte operações de aquisição de CRI, que atingiram o total de R$ 130,6 milhões.

Fonte: 180graus

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Imóvel é garantia de crédito


Hipoteca pode ser feita junto a grandes bancos e financeiras, mas embute risco para o consumidor
Você sabia que o sistema de hipotecas, velho conhecido dos norte-americanos, também existe no Brasil? Por aqui ele só ficou mais conhecido a partir de 2004, com a Lei nº 10.931. Basicamente, ela permite a alienação de imóveis e garante o direito do banco de retomar o bem. Ou seja, quem tem uma casa ou apartamento quitado, pode usá-los como garantias para empréstimos financeiros.

Com o crescimento do mercado imobiliário e a valorização de imóveis no país, o setor cresceu e "apareceu". Hoje, grandes bancos como Caixa, Bradesco e Santander, além de financeiras e companhias hipotecárias, já oferecem esses serviços. A projeção das empresas é que o refinanciamento imobiliário, batizado de home equity, dobre de tamanho até 2012, atingindo uma carteira de R$ 1,5 bilhão.

"O crédito com garantia de imóvel deve ter uma trajetória semelhante ao do consignado há alguns anos e apresentar um crescimento bem acima das demais modalidades de empréstimo", prevê Miguel Ribeiro, coordenador de análise e pesquisas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Segundo ele, a modalidade traz três grandes vantagens para os brasileiros: os juros são baixos, permite financiar valores de até R$ 500 mil, e os prazos são mais longos. "Você dificilmente, em um empréstimo normal, vai conseguir taxas de 1% ao mês. Além destas vantagens, você pode usar o dinheiro para qualquer finalidade, não é como um financiamento", disse Ribeiro.

Para Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), tanta vantagem tem um preço. "É uma operação com risco para os consumidores. O tomador do empréstimo dá como garantia o seu imóvel quitado, o que torna a operação extremamente segura para os bancos. Em caso de inadimplência, a partir do terceiro mês, os bancos dão início ao resgate por meio de alienação fiduciária". Ou seja, quem não arca com as prestações pode ficar sem um teto para morar porque o imóvel vai a leilão para quitar a dívida.

"A hipoteca, ou o home equity, deve ser usado com cautela. Os candidatos ideais seriam aqueles que têm um emprego seguro, estão com o orçamento familiar controlado e possuem mais de um imóvel", detalhou França. Ele indica ainda que, antes de fechar qualquer acordo, os consumidores chequem o Custo Efetivo Total (CET) da operação e todas as despesas burocráticas como taxas de cartório e impostos.

Operação menos arriscada 

Apesar das similaridades com o modelo que gerou a crise norte-americana do subprime, as regras brasileiras para a hipoteca são bem mais seguras e devem atrair principalmente a população de classe média, que já quitou a casa própria e tem boa saúde financeira. Enquanto nos Estados Unidos as instituições são menos criteriosas e concedem créditos até mesmo maiores que o valor no imóvel, no Brasil, o empréstimo máximo corresponde a até 70% do preço real do bem e, às vezes, o banco pede duas avaliações antes de definir este valor.

O professor de economia da Faculdade Boa Viagem (FBV) Marcelo Barros ressalta que uma das maiores diferenças entre os dois mercados é que os bancos norte- americanos permitem hipotecas em cima de hipotecas. Ou seja, o contratante poderia dar seu imóvel como garantia mais de uma vez, ainda que não tivesse terminado de pagar o primeiro empréstimo. "Aqui, só pode hipotecar quem já tiver com a casa quitada e esse imóvel só é alienado uma vez para esse tipo de operação".

Outro fator negativo no setor financeiro dos EUA é que quando os imóveis valorizam, o banco aumenta o crédito dos clientes, fato que não ocorre no Brasil. "Lá, se alguém tem uma casa que vale US$ 400 mil e faz uma hipoteca com esse valor e, algum tempo depois, o preço sobe para US$ 600 mil, o banco vai atrás do cliente e avisa que pode liberar mais US$ 200 mil para ele", diz Barros.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Preços dos imóveis avançam 1,9% em setembro


O preço dos imóveis no país avançou, em média, 1,9% em setembro, frente ao mês anterior. O dado mostra aceleração em relação a agosto, quando a alta foi de 1,7%.
O levantamento, realizado em sete capitais pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em pareceria com a Zap Imóveis, mostra que o preço dos imóveis avançou em média 29% nos últimos 12 meses.
No período, as maiores variações acumuladas ocorreram no Rio de Janeiro (41%) e no Recife (30%).
Em São Paulo, os preços anunciados subiram em média 21% em 2011, sendo que desde janeiro de 2008, a alta foi de 113%. A região do Ibirapuera e Vila Nova Conceição, na Zona Sul da cidade, é de líder no preço por metro quadrado, com R$ 8.837.
No Rio de Janeiro, o Leblon, onde o metro quadrado custa por R$ 16.347, lidera a lista dos maiores preços. Já a região de Anchieta apresentou novamente o menor valor, a R$ 1.058 por metro quadrado.

Fonte: Brasil Economico

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Conde projeta 15 mil leitos no parque hoteleiro


A Costa do Conde, no Litoral sul da Paraíba, tem um ambicioso projeto: ser um dos maiores destinos turísticos do Nordeste, e por consequência, do Brasil. Recebendo, em média, 200 mil turistas durante a alta estação, entre janeiro e março, a cidade negocia a construção de sete hotéis resorts em seu litoral, elevando o parque hoteleiro para 15 mil leitos, seis vezes maior do que a atual capacidade de 2,5 mil. Um dos maiores empecilhos para atingir a meta é a falta de investimentos em infraestrutura, sobretudo de acesso.
João Pessoa, com 7 mil leitos, ainda é o maior parque hoteleiro do Estado, seguido do Conde, que já desbancou Campina Grande do segundo lugar. Ainda este ano, um hotel de porte médio, o Vista Morena, na praia de Carapibus, deve ser inaugurado. O investimento é de um grupo paraibano e deve ultrapassar os R$ 30 milhões. Segundo Saulo Barreto, secretário de Turismo do Conde, a intenção é colocar a cidade no mesmo nível de infraestrutura turística de Porto de Galinhas, em Ipojuca (PE), maior destino do Estado vizinho. “Esses negócios são enormes, e as negociações estão avançadas. São grupos da Suécia, da Espanha e de outros países europeus que têm interesse em investir”, afirma. As negociações só não estão mais avançadas por conta da crise econômica que afeta a Europa este ano. Serão quatro resorts em Tambaba, e três em Gramame.
Grupos estrangeiros estiveram no Conde no último mês para declarar interesse em construir um resort na entrada da praia de Tambaba, ao lado do estacionamento central. “Eles estão refazendo o projeto e devem reapresentá-lo nas próximas semanas”, revelou. A princípio, seria um resort tradicional, mas a prefeitura entendeu que o empreendimento deveria estar voltado ao público naturista. Atualmente, a cidade conta com 45 hotéis e pousadas.
Os investimentos estrangeiros não têm prazo para iniciar, mas já esbarram em um problema tão grande quanto o potencial turístico da região: os problemas de infraestrutura. Os acessos ao Conde não têm capacidade para receber uma grande quantidade de veículos, e a cidade ainda sofre com a falta de saneamento básico e abastecimento de água. “Se tivéssemos mais investimentos dos governos estadual e federal, teríamos um avanço turístico muito maior. Temos carências em nossas vias de acesso, é muito barro e lama. As reclamações dos turistas são frequentes”, explica Barreto.
Saulo conta que um projeto de R$ 10 milhões promete melhorar o saneamento básico na praia de Jacumã, uma das que mais enfrenta problemas, mas diz que o investimento é incipiente em relação aos problemas.

Investimentos da Fiat em Pernambuco deixam políticos preocupados com "forasteiros" de outros estados


Evitar que o controle político local "caia nas mãos de forasteiros" é uma das maiores preocupações dos políticos de Goiana, segundo informou o presidente da Câmara Municipal da cidade, João Bosco. A outra é garantir que a população atual usufrua ao máximo do desenvolvimento e os novos empregos que serão gerados na região.
A estimativa de novos empregos já se incorporou ao tom de campanha. O governo estadual e a prefeitura de Goiana estimam que, nos próximos 10 anos, serão gerados 50 mil empregos em decorrência da chegada da Fiat. Leva-se em consideração os empregos diretos e indiretos, o que inclui, além das indústrias de autopeças, a construção da rodovia que vai ligar a fábrica ao porto de Suape. Ainda assim, é um número hiperbólico. A maior indústria automobilística do país, a Volks emprega diretamente 25 mil pessoas em quatro fábricas. A indústria de autopeças no Brasil inteiro gera 235 mil vagas.
De acordo com o prefeito da cidade, Henrique Fenelon, o total de investimentos poderá chegar a R$ 12 bilhões, levando a população da cidade a mais que triplicar quando todos os empreendimentos prometidos estiverem em plena operação. Por esse motivo, além de investir na qualificação profissional dos goianenses, há, segundo ele, a necessidade de preparar a infraestrutura do município para evitar o processo de favelização.
Nesse sentido, Fenelon informou que pouco mais de 4,8 mil unidades habitacionais estão sendo construídas na cidade. Também está prevista a chegada de uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e outra do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), ambas visando a qualificação da mão de obra e do empresariado, hoje despreparados para atender à demanda dos novos empreendimentos.
A estrutura atual de ensino técnico deixa a desejar. Apesar de Goiana contar com uma Escola Técnica Estadual, a unidade oferece apenas os cursos de Redes de Computadores e de Hotelaria. "O mais impressionante é que Goiana não tem hotel", ironizou o empresário Walter Fernando Batista, dono da Escola Técnica Curso Nobre, voltada ao ensino profissionalizante.
Segundo ele, a procura por cursos como segurança do trabalho, edificações, mecânica, eletrotécnica e soldagem disparou após o anúncio da fábrica da Fiat. "Existe uma ansiedade nas pessoas pelos cursos. Estamos recebendo alunos do sul da Paraíba e até de João Pessoa", informou o empresário.
No campo político, há a impressão de que a fábrica de automóveis deverá trazer consigo a tradicionalmente atuante categoria dos metalúrgicos. Atualmente, o sindicato considerado mais relevante em Goiana é o dos servidores públicos municipais, ligado a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ainda assim, tem atuação bastante discreta, segundo relatos de políticos locais.
A sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Município de Goiana (Sinsepumg) foi visitada pelo Valor, mas estava fechada. Seus dirigentes não foram encontrados.

domingo, 2 de outubro de 2011

Mercado imobiliário está de olho no envelhecimento da população


Os idosos formam um público que atrai os empresários e imóveis são construídos pensando no bem estar dos mais velhos

No próximo sábado (01/10) será comemorado o Dia Internacional do Idoso. A data homenageia uma população que cresce cada vez mais no Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 1991 o número de idosos aumentou 2,6% e hoje a quantidade de pessoas com 65 anos ou mais ultrapassa os 14 milhões de pessoas. “Com as mudanças nas características demográficas da população brasileira o mercado imobiliário tem que adequar constantemente”, ressalta Elizabeth dos Santos Silva Freitas, vice-presidente da Primar Administradora de Bens.
E os mais velhos vão engordar ainda mais as estatísticas, pois o IBGE afirma que a expectativa de vida dos brasileiros em 2020 será de 76,1 anos e em 2050 deve chegar a 81,3 anos. Para atender esta parcela da população o mercado imobiliário utiliza diferentes tipos de estratégia. “Levando em consideração as principais queixas dos idosos em relação à moradia, as construções passaram a ser planejadas de maneira que se adaptem as necessidades das pessoas da terceira idade e que sirvam também para outras faixas etárias”, destaca.
Entre as reclamações de quem vive a melhor idade estão à ausência de elevadores e rampas nos prédios e edificações, acessos que dificultam a entrada nos imóveis, portas estreitas – o que dificulta a movimentação de um idoso que utilize andador, bengala ou cadeira de rodas -, banheiros com poucos ou sem pontos de apoio para facilitar a hora do banho e a falta de pisos antiderrapantes. “Fechaduras sem alça, iluminação precária dos ambientes e áreas comuns que não são adaptadas para a circulação de idosos também estão entre as insatisfações”, aponta.
Os novos empreendimentos têm que se adaptar a realidade deste nicho de mercado, que além de exigente possui um nível de renda bem maior do que muitos jovens e adultos ativos economicamente. “A demanda é o que mais atraiu a atenção do mercado. Para não perder nenhum negócio há imóveis que não são feitos especialmente para os idosos, mas são construídos pensando no futuro. Ou seja, os espaços são mais amplos e com a estrutura adequada para que na velhice dos proprietários eles já estejam prontos para atendê-los”, observa.
É preciso considerar ainda as constituições familiares contemporâneas, na quais moram sob o mesmo teto gerações diferentes. “Muitos idosos moram com seus filhos, netos e até bisnetos. Em uma mesma moradia pode-se ter vários perfis, com crianças e pessoas mais velhas ao mesmo tempo. Por este motivo os projetos estão mudando de perfil e se adequando para atender a diferentes idades de apenas uma só vez. Além disso, em qualquer etapa da vida todos buscam mais conforto e segurança”, pontua.
Considerado como um público com alto potencial de compra, quem está na terceira idade também ganha alguns mimos em condomínios que estão de olho na qualidade de vida dos seus moradores mais velhos. “Muitos empreendimentos estão consolidando uma cultura de inclusão dos idosos e não apenas das crianças, jovens e adultos. Salões de festas, piscinas e outras áreas comuns ganham áreas de circulação mais amplas e acessórios que facilitam a vida dos idosos. A capacitação dos funcionários para atender melhor os mais velhos é outra estratégia utilizada”, conta.
Todas estas alterações na estrutura e a qualificação profissional voltada ao atendimento dos mais velhos têm como objetivo evitar as quedas em ambientes domésticos, prestar socorro rápido em situações de emergência e tornar o contato entre os profissionais e os idosos mais agradável. “Em geral as pessoas mais velhas gostam de atenção, gentileza e não tem tanta pressa. Por isso é fundamental que os funcionários saibam como lidar com este público, até mesmo pelas diferentes características, como o passo mais lento e o uso de cadeiras de rodas”, acrescenta.

Construção: otimismo de empresários cai para menor nível desde janeiro de 2010


O nível de atividade da construção civilvoltou a apresentar queda em agosto, na comparação com julho deste ano. É o que revela a sondagem da construção civil realizada pela CNI  (Confederação Nacional da Indústria) e CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil) e divulgada nesta quarta-feira (28).
O indicador do nível de atividade marcou 50,1 pontos, o que representa uma queda de 0,9 ponto frente a julho de 2011. Trata-se do menor nível apresentado desde janeiro do ano passado. 
Nas grandes empresas, o nível de atividade chegou a 53,1 pontos, enquanto nas médias ficou em 49,1 pontos e nas pequenas, em 48 pontos.
Na medição do nível de atividade efetivo em relação ao usual, o índice foi de 48,4 pontos em agosto, o que representa uma queda de 1,6 ponto frente a julho. As grandes empresas apresentaram indicador de 51,6 pontos. Nas pequenas e médias, foram registrados 44,2 pontos e 49,1 pontos, respectivamente.
ExpectativasCom relação às expectativas para o futuro, a perspectiva de nível de atividade é de 56,2 pontos para setembro, índice 3,9 pontos menor que o esperado para agosto. O indicador varia de 0 a 100 pontos e valores acima de 50 pontos representam expectativa positiva dos empresários.
O otimismo é maior entre os empresários das médias empresas, cujo indicador ficou em 57,4 pontos, seguidos pelos das grandes empresas, com 55,7 pontos, e das pequenas, com 55,2 pontos.
Novos empreendimentos e serviçosEm relação aos novos empreendimentos e serviços, os empresários também estão menos otimistas, com o indicador marcando 57,6 pontos para setembro, contra 60,1 pontos um mês antes. As empresas de grande porte são as mais confiantes (59,4 pontos), enquanto as médias registraram 58,1 pontos e as pequenas, 54,9.
Quanto ao índice de compras de insumos e matérias-primas, o índice passou de 59,7 pontos em agosto para 55,5 pontos em setembro. As médias empresas se destacam na expectativa de compra de insumos, com este indicador chegando a 57,1 pontos. As grandes empresas marcaram 55,2 pontos e as pequenas, 53,7 pontos.

Jovens estão comprando mais imóveis, para morar e investir

Os jovens estão comprando cada vez mais imóveis, tanto para morar quanto para investir. De acordo com levantamento da Habitcasa efetuado entre janeiro e março deste ano, 43% dos compradores de imóveis residiam com os pais ou familiares antes de adquirir o bem.

Segundo a pesquisa, este público, que está na intersecção entre duas gerações - os mais antigos da Geração Y e os mais novos da X, entre 27 e 36 anos – está conseguindo adquirir o primeiro imóvel mais cedo, por conta do maior acesso ao crédito.

“Percebemos que, nos anos anteriores, o cliente saía de casa por motivos de casamento, mas agora, com a possibilidade de financiamento, muitos já estão antecipando a saída da casa dos pais”, afirma o diretor da Habitcasa, Maurílio Scachetti.

Além das facilidades de financiamento, o diretor administrativo da Imoplan, Rodrigo Cardozo de Carvalho, aponta outro fator para este aumento das vendas entre as pessoas mais jovens: o aquecimento do mercado imobiliário.

Segundo ele, antigamente, as pessoas costumavam comprar um imóvel para a vida toda, pensando no crescimento da família. “Ou seja, procuravam por um imóvel maior e mais caro”, diz. “Já no cenário atual, percebemos que os jovens estão mais confortáveis em comprar um imóvel de acordo com suas condições e necessidades atuais. Se houver necessidade, a venda deste imóvel e a compra de outro não será um problema”, completa Carvalho.

Segmento econômico

Os jovens costumam comprar mais imóveis do segmento econômico, com valor de até R$ 250 mil. De acordo com dados da Habitcasa, a idade média dos compradores de imóveis deste segmento econômico é de 29 anos, com renda média familiar de R$ 5,2 mil.

Ainda segundo o levantamento, efetuado no ano passado, a maioria dos compradores (76%) de imóveis deste segmento tinha objetivo de morar, enquanto 20% estavam comprando o bem com a finalidade de investir.

“A maioria das transações continua sendo referente à compra do primeiro imóvel”, afirma Carvalho. “Porém, com a grande quantidade de lançamentos, a facilidade para pagamento até a entrega da obra e constante valorização dos imóveis, a quantidade de jovens investidores aumentou significativamente. O retorno é alto e garantido”, continua o diretor da Imoplan.

Mercado imobiliário

De fato, o retorno não tem sido um problema para os compradores de imóveis nos últimos anos. De acordo com o Índice Fipezap, produzido em parceria entre a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e Zap Imóveis, os imóveis ficaram 87,9% mais caros na cidade São Paulo nos últimos 3 anos. Os aluguéis, por sua vez, aumentaram 36,4% no mesmo período.

Só este ano, o imóveis tiveram valorização de 16,6% na capital paulista, enquanto no País a valorização foi de 17%. Entretanto, para Carvalho, mesmo com uma alta tão acentuada, ainda há espaço para mais valorização, ainda que menos expressiva.

“O País está em fase de crescimento e os preços continuarão subindo, mas acredito que o ritmo diminuirá nos próximos anos”, acredita.

Fonte: InfoMoney

sábado, 1 de outubro de 2011

Otimismo na construção civil é o menor em 20 anos

O otimismo dos empresários sobre a atividade da construção em setembro é o menor desde janeiro de 2010. As expectativas dos industriais do setor para o nível de atividade nos próximos seis meses registraram 56,2 pontos, contra 60,1 pontos em agosto. As informações são da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira. O indicador varia de zero a cem. Valores acima de 50 pontos indicam aumento da atividade, produção acima do usual ou expectativa positiva.
O indicador de expectativas do nível de atividade em setembro foi o mais baixo desde o início da pesquisa, em janeiro do ano passado. Na comparação com setembro de 2010, quando o indicador assinalara 65,3 pontos, a queda do nível de atividade neste mês foi ainda maior: 9,1 pontos. O economista da CNI Danilo Garcia explica que, apesar do recuo nas expectativas de atividade da construção, os empresários ainda estão otimistas, pois o indicador está acima da linha divisória dos 50 pontos. “O otimismo está bem menor porque os empresários do setor percebem um ambiente bem menos favorável aos negócios agora do que em meses anteriores”, destaca.
Em relação às expectativas para os próximos seis meses para novos empreendimentos e serviços, compras de insumos e matérias-primas e número de empregados, também houve queda no otimismo. O indicador de novos empreendimentos e serviços caiu de 60,1 pontos em agosto para 57,6 pontos em setembro. O de compra de matérias-primas recuou de 59,7 para 55,5 pontos e o de número de empregados registrou declínio de 60,1 para 55,9 pontos no período.
Por estarem acima da linha divisória dos 50 pontos, esses indicadores mostram que os empresários acreditam que haverá crescimento dos negócios e empregos do setor nos próximos meses, embora em ritmo menor.
Já sobre o nível de atividade da construção em agosto na comparação com julho, o indicador ficou estável, ao registrar 50,1 pontos. Entretanto, o desempenho do setor ficou abaixo do usual para o mês, com 48,4 pontos. Em relação ao número de empregados ante julho, o indicador atingiu 49,5 pontos. “Consideramos que houve estabilidade na evolução de empregos do setor, pois a pesquisa tem uma margem de erro e esse indicador ficou muito próximo da linha divisória dos 50 pontos”, explica Garcia.
Tanto para as pequenas quanto para as médias empresas da construção, houve recuo na atividade e no emprego, enquanto as grandes registraram pequeno crescimento. Mais afetadas pela piora no desempenho da construção, as empresas de pequeno porte registraram queda no nível de atividade pelo terceiro mês consecutivo, com indicador abaixo da linha divisória dos 50 pontos.
Em agosto, a evolução do nível de atividade para as pequenas empresas registrou 48 pontos. Em relação ao usual, a queda foi mais acentuada, ao assinalar 44,2 pontos. O indicador de evolução do número de empregados caiu de 51,5 pontos em julho para 48,5 pontos em agosto para as empresas de pequeno porte.
A Sondagem Indústria da Construção foi realizada de 1º a 19 de setembro com 417 empresas, das quais 205 pequenas, 164 médias e 48 grandes.

(Redação - Agência IN) 

IGP-M acelera para 0,65% em setembro


O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou variação de 0,65% em setembro deste ano, contra taxa de 0,44% em agosto, segundo informações divulgadas hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 12 meses, o IGP-M elevou-se 7,46%. A taxa acumulada no ano é de 4,15%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
Dentre os componentes do indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de 0,74% neste mês. Em agosto, a taxa foi de 0,57%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,31% em setembro, contra 1,11% em agosto. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos processados (de 3,77% para 0,82%). Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,29%. Em agosto, a taxa foi de 1,37%.
Por sua vez, o índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,13%. Em agosto, a taxa foi de -0,62%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou acréscimo em sua taxa de variação, que passou de -1,17% para 0,11%, sendo o principal responsável pela aceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,16%, ante -0,70%, em agosto.
No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou 2,04%, em setembro. Em agosto, o índice registrou variação de 1,51%. Os principais responsáveis pela aceleração do grupo foram os itens: café (em grão) (-2,32% para 10,58%), soja (em grão) (2,07% para 5,92%) e minério de ferro (0,61% para 3,36%). Ao mesmo tempo, registraram-se desacelerações em itens como: suínos (19,33% para -7,77%), bovinos (2,33% para -1,03%) e aves (9,09% para 1,95%).

(CSU - Agência IN)

Especialistas divergem sobre novo índice de preços de imóveis do IBGE


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já estuda a metodologia a ser aplicada para o novo índice de preços de imóveis no Brasil, que será criado de acordo com o Decreto 7.565 do governo federal, publicado na última semana no Diário Oficial da União.
Em nota à imprensa, o IBGE informou que está desenvolvendo estudos com o objetivo de acompanhar a evolução dos preços no setor imobiliário nacional. “A metodologia para o cálculo, bem como todos os procedimentos que envolvem um índice referente ao setor, está sendo discutida e terá como base as recomendações de países ou instituições que já produzem esse tipo de indicador”. Ainda não há previsão de quando o novo índice será divulgado, informou a assessoria de imprensa do instituto.
Para o diretor executivo do Sindicato da Indústria da Construção Civil no estado (Sinduscon/RJ), Antonio Carlos Mendes Gomes, o indicador vai ser bom para o mercado. “É um indicador confiável pela origem [o IBGE]. É o nosso grande instituto de pesquisa. É um instrumento adequado para que a sociedade tenha uma visão melhor, se posicione e interfira nesse processo, aproveitando as oportunidades, os momentos adequados. Enfim, acho que (o índice) é bom para todo mundo. É muito bem-vindo”.
A mesma opinião tem o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do estado (Creci/RJ), Casimiro Vale. “Era uma reivindicação do Creci. É bom para ter um parâmetro de valor do mercado, principalmente com relação aos financiamentos”, disse à Agência Brasil. Vale considerou que o novo indicador será positivo também para os consumidores. “Entendo que é bom. É uma coisa mais justa”.
O vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi/RJ), Rubem Vasconcelos, discorda dessas opiniões. Para ele, o mercado é livre e deve continuar como tal. Vasconcelos teme que o índice venha a se transformar em elemento de controle dos preços no setor. “Não existe controle de preço. A gente pesquisa preço. A lei da oferta e da procura é que comanda os mercados. Não é ranqueamento, nem tabelamento de preço”.
Segundo o vice-presidente da Ademi, o que deveria ser feito é uma publicação mensal das pesquisas de preços praticados e não uma tabela de preços do mercado. “Isso é falso. Isso é mentiroso, porque o mercado vive de uma lei de oferta e de procura e pode ir ao céu, como pode ir ao inferno”.
Vasconcelos tem dúvida em relação ao procedimento que será usado pelo IBGE para acompanhar os preços dos imóveis. “Ele vai jogar os preços dos imóveis para cima, quando deveria proteger. Eu discordo dessa política de controle e de acompanhamento do governo. Não é função do governo acompanhar isso. Ele tem que deixar o mercado livre”, acrescentou.
Agência Brasil

O mercado imobiliário em compasso de espera...


O segmento imobiliário cresceu de forma acelerada no mercado brasileiro nos últimos anos, impulsionado por vários fatores que contribuíram para um desempenho tão favorável.
O governo estimulou muito o setor da construção civil como um todo, mantendo a taxa Selic atrativa no mercado, aumentando a oferta de crédito, reduzindo o IPI para vários produtos de material de construção, criando programas de estímulos como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, entre outras ações.
No que tange o cenário macro, a estabilidade econômica atrelada ao maior poder de compra da população, deu impulso aos investimentos de longo prazo, como se caracteriza no caso o financiamento imobiliário.
Neste sentido houve incremento significativo do número de novos imóveis nas capitais e de forma ainda mais notável, fora do eixo Rio – São Paulo e isso não se limitou apenas aos imóveis residenciais, como também os comerciais.
As estratégias das construtoras foram imprescindíveis para delinear o sucesso dos empreendimentos.
Para aquelas que não possuíam terrenos muito bem localizados, o lazer dentre outros recursos eram os aspectos de atratividade dos empreendimentos.
Não obstante acompanhamos também muitas construtoras mudando o perfil do seu público-alvo, abrangendo também negócios voltados ao segmento de baixa renda.
Os estímulos do governo, bem como o vasto lançamento de imóveis e a oferta de crédito irão continuar estimulando o setor. A dúvida das construtoras na atual conjuntura, diz respeito aos impactos de uma possível crise internacional, no País, enfraquecendo seus negócios e puxando a demanda para baixo.
O mercado de uma maneira geral, inclusive os setores que sofrem muita influência de variáveis como oferta de crédito, câmbio, taxa de juros, renda e nível de emprego, já reajustaram para baixo os resultados estimados para 2011 e ano subseqüente.
Embora o País esteja crescendo com bases muito sustentáveis, abalos sempre são esperados mediante problemas dessa grandeza, mesmo que os impactos sejam minimizados por medidas do governo.

Simone Escudêro - Diretora de Projetos e Estudos de Mercados - All Consulting

Ainda o Futuro do Nordeste

O Fórum “Desafios do Nordeste”, ontem, no auditório do JCPM, em Recife, foi simplesmente espetacular. Tudo bem, vocês podem até achar exagero, entretanto não é porque atraiu a discussão mais contemporânea possível sobre o futuro dos 9 estados diante da conjuntura de 2012 em diante.
A professora Tânia Barcelar, a mais importante economista da atualidade em temas ligadas ao Nordeste, fez ontem uma advertência muita forte, sobretudo para os Governos estaduais embevecidos com a “onda” otimista sobre os investimentos na região ignorando um fato de grave conteúdo, que é a projeção da concentração dos grandes recursos no Sudeste.
Enquanto muita gente comemora os índices da economia nordestina, Tânia Barcelar explicou que as projeções do Pré-Sal para 2012 na parte industrial do refino e derivados levam ao Sudeste a concentração de 62% do bolo financeiro advindo dessa nova modalidade de partilha, da mesma forma que a produção agro-industrial de alimentos mantém essa mesma natureza de concentração deixando o Nordeste com percentuais irrisórios.
Para a especialista, ou o Nordeste se levanta enquanto argumento político organizado ou vamos desperdiçar uma oportunidade impar de reduzir as desigualdades sociais históricas.
Como se vê, São Paulo e Rio não se emendam mesmo quando se trata de egoísmo patriótico de concentrar riquezas em torno deles.
A hora é de contestação.
 A “loucura” da Refinaria e Novos Portos
Tânia Barcelar fez ainda outras abordagens importantes no trato do futuro dos nove estados nordestinos diante de fissura louca que, segundo ele, permeia muitos estados sempre em busca da mesma pretensão de ter uma grande refinaria, siderurgia, porto de águas profundas sem que se advirtam de outros fatores para consolidação dessas intenções porque não há espaço de viabilidade em favor de todas as pretensões.
Ela acha que alguns governantes estão ignorando outras possibilidades de aporte de grandes equipamentos ou investimentos.
A Verba Publicitária do Governo Federal
A Secretaria Executiva da SECOM, Yole Mendonça, fez o mais completo pronunciamento sobre como o governo federal tem tratado e vai continuar conduzindo as estratégias de partilha do bolo publicitário, também nesta esfera concentrado no eixo Rio – São Paulo.
Yole não quis dizer mas é em parte por conta desta partilha concentrada do dinheiro federal no Sudeste que os grandes veículos vivem fazendo campanhas contra os governos Lula (já passado) e Dilma –esta ultima flexibilizando mais.
Mas ela deixou claro que a partir de Outubro os veículos que pretendem ter recursos federais da verba de Governo precisam acionar o núcleo de mídia da SECOM visando credenciamento e possibilidade de entrarem no planejamento de 2012.
Também nesta palestra,o Fórum deu demonstração de oportunizar informações especiais sobre o futuro da economia do Nordeste.