O faturamento resultante da venda de materiais de construção no mercado interno em agosto cresceu 6,79%, em relação a julho deste ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção). Já na comparação com o mesmo período de 2010, o crescimento nas vendas foi de 6,07%.
No acumulado do ano, a expansão foi de 1,57%. Já na avaliação dos últimos 12 meses, o crescimento observado foi de 2,38%, em relação a setembro de 2009 e agosto de 2010.
De acordo com a entidade, os resultados apresentados encontram-se abaixo das perspectivas do setor, por conta das reações do mercado às medidas de contenção da inflação e do aumento das importações. “Esses resultados estão relacionados principalmente com o crescente aumento das importações de materiais de construção e com o menor ritmo de crescimento da economia como um todo”, informa o presidente da Abramat, Melvyn Fox.
Materiais de base e acabamento
O faturamento deflacionado com as vendas de materiais básicos avançou 6,49%, em relação a julho deste ano. Na comparação com agosto de 2010, o aumento registrado foi de 3,76%.
No acumulado do ano, houve retração de 1,97%, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Em relação aos materiais de acabamento, o levantamento apontou expansão de 10,35% em relação a agosto do ano anterior, de 7,31%, ante julho, e de 8,67% no acumulado dos oito primeiros meses do ano. Nos últimos 12 meses, de setembro de 2009 a agosto de 2010, a alta foi de 10,55%.
Nível de emprego
Em relação ao nível de emprego na indústria de materiais de construção, o levantamento mostra avanço de 5,58% em relação a agosto do ano passado, e de 0,56%, na comparação com julho deste ano.
Expectativa para os próximos meses
Para os próximos meses, as expectativas da Abramat se mantêm positivas, após três meses de variações negativas. De acordo com a entidade, a continuidade de desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos materiais até 2012, a disponibilidade de crédito e o elevado nível de emprego no mercado favorecem a retomada do setor.
Fonte: InfoMoney
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domingo, 2 de outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
Festival de design de Londres tem quase 300 atrações; saiba mais sobre o evento
Em nove dias, o evento contou com mais de 280 mostras, lançamentos, palestras e festas organizadas pelas 200 organizões parceiras do London Design Festival
Criado em 2003, o London Design Festival é um evento de grandes proporções que agita a cidade de Londres anualmente no mês de setembro. A edição de 2011, encerrada no domingo, 25/09, contou com mais de 280 eventos entre mostras, lançamentos de produtos, palestras e festas organizadas por entidades, empresas privadas, escolas e escritórios de design, tornando o festival um acontecimento não apenas cultural, mas também comercial.
O financiamento do Festival vem de uma soma de recursos públicos e privados. De acordo com a organização do evento, a prefeitura da cidade, assim como o Conselho para as Artes da Inglaterra, provêm parte dos fundos, mas aproximadamente 60% dos recursos vêm da iniciativa privada, através de patrocínio de projetos do Festival, mais uma pequena parcela de produtos e serviços ligados ao London Design Festival realizados ao longo do ano. Em 2010, estima-se que o Festival atraiu cerca de 350 mil visitantes contabilizados entre o público geral, profissionais e estudantes de design, britânicos e estrangeiros.
Dentre as mostras, havia o design utilitário, como na feira 100% Design London, e o conceitual, com instalações que poderiam até ser consideradas “arte”.
Do ponto de vista funcional, provavelmente sob influência da persistente crise financeira, nota-se uma simplicidade que beira a austeridade. Linhas retas, pouco ou nenhum ornamento e madeira nua, aparecem frequentemente. Mas os designers conseguem, contudo, imprimir aos trabalhos uma boa dose de humor, e até de ironia, aos trabalhos.
- Em nove dias, o evento contou com mais de 280 mostras, lançamentos, palestras e festas organizadas pelas 200 organizões parceiras do London Design Festival
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Prefeitura Municipal de João Pessoa reutiliza resíduos da construção civil
Secretário orienta as empresas, que não tiverem destinação para esse material, a fazer a doação à Prefeitura
A Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio das Secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente e a Emlur, está reutilizando resíduos de demolição da construção civil em toda João Pessoa. Segundo Marcelo Cavalcanti, da Infraestrutura, o objetivo é utilizar esse material nas ações de terraplenagem, bem como reduzir os impactos ambientais que podem ocorrer em caso de haver uma destinação inadequada.
Cavalcanti explica que esse material é excelente na utilização da terraplenagem em vias que não têm pavimentação, pois pode ser utilizado até mesmo com o solo úmido. O secretário orienta as empresas, que não tiverem destinação para esse material, a fazer a doação à Prefeitura. "A doação pode ser efetivada na Seinfra. O termo de doação deve ser assinado mediante a apresentação do alvará de demolição emitido pela PMJP”. Os interessados podem procurar informações na Diretoria de Manutenção da Seinfra, através do número 3214-7216.
Essa ação conjunta vai contribuir para evitar a destinação inadequada desses resíduos de construção e demolição. "A sua destinação inadequada pode provocar a proliferação de agentes transmissores de doenças, assoreamento de rios e córregos, obstrução de sistemas de drenagem, ocupação de vias e logradouros públicos, além da formação de lixões”, explica Vânia Franca, Diretora de Manutenção.
A reciclagem da metralha representa outro ganho para o meio ambiente. Geralmente material utilizado na terraplenagem é retirado de jazidas localizados em várias áreas da Grande João Pessoa. Com a parceria com as construtoras, essa retirada sofrerá uma redução significativa evitando novas escavações e a degradação futura dessas áreas.
Secom-JP
Cavalcanti explica que esse material é excelente na utilização da terraplenagem em vias que não têm pavimentação, pois pode ser utilizado até mesmo com o solo úmido. O secretário orienta as empresas, que não tiverem destinação para esse material, a fazer a doação à Prefeitura. "A doação pode ser efetivada na Seinfra. O termo de doação deve ser assinado mediante a apresentação do alvará de demolição emitido pela PMJP”. Os interessados podem procurar informações na Diretoria de Manutenção da Seinfra, através do número 3214-7216.
Essa ação conjunta vai contribuir para evitar a destinação inadequada desses resíduos de construção e demolição. "A sua destinação inadequada pode provocar a proliferação de agentes transmissores de doenças, assoreamento de rios e córregos, obstrução de sistemas de drenagem, ocupação de vias e logradouros públicos, além da formação de lixões”, explica Vânia Franca, Diretora de Manutenção.
A reciclagem da metralha representa outro ganho para o meio ambiente. Geralmente material utilizado na terraplenagem é retirado de jazidas localizados em várias áreas da Grande João Pessoa. Com a parceria com as construtoras, essa retirada sofrerá uma redução significativa evitando novas escavações e a degradação futura dessas áreas.
Secom-JP
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Lareiras ecológicas com etanol: design, conforto e responsabilidade ambiental
| Lareira ecológica abastecida com etanol |
A empresa K3 Imports (importadora na área de casa e decoração) trouxe para o Brasil as lareiras ecológicas abastecidas com etanol. Muito difundida na Europa, África e Canadá, a lareira ecológica tem uma série de vantagens que agora também estão ao alcance do público brasileiro. A praticidade é uma delas, uma vez que a chama é produzida a partir da combustão do álcool 92,8%, produto facilmente encontrado em supermercados e farmácias. Outro ponto de destaque é o fato de não resultar cheiro, fumaça e não ressecar o ar enquanto a chama estiver acesa, pois a combustão do álcool produz H2O.
Além disso, elas cabem em qualquer ambiente, deixando os espaços muito mais atraentes e aconchegantes. “A pessoa que opta por esse modelo de lareira não precisa se preocupar em modificar a estrutura do ambiente, já que não há necessidade de instalação de chaminés ou dutos”, ressalta a arquiteta e diretora da K3 Imports, Nanci Fleury.
As lareiras ecológicas estão disponíveis em 17 modelos e todos funcionam com câmara de combustão. A câmara de combustão ou queimador é um reservatório para armazenar o álcool e que possui uma abertura regulável que serve para controlar a intensidade, a altura da chama e o tempo de aquecimento. Ou seja, a duração da chama depende do tamanho do queimador e de sua capacidade de armazenagem do álcool. Alguns modelos chegam a proporcionar um aquecimento de até 20 horas.
Algumas peças são voltadas para o aquecimento do ambiente, outras têm caráter mais decorativo. A área de aquecimento dos modelos menores, que são usados principalmente como objetos de decoração, é de 5m2, enquanto os modelos com queimadores maiores têm um alcance de aquecimento de 20m2. “Para ampliar a capacidade de aquecimento, é possível usar mais de uma peça no ambiente, tudo depende da necessidade e da criatividade de cada um”, comenta a arquiteta.
As lareiras ecológicas, certamente, são excelentes opções para quem deseja tornar o ambiente mais requintado, com toques de modernidade e inovação, sem abrir mão dos cuidados com o meio ambiente.
Fonte: obra24horas.com.br
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
A construção civil nos passos da sustentabilidade
O ramo que mais emprega no Brasil também é um dos maiores produtores de resíduos e um dos mais contumazes causadores de fenômenos climáticos em metrópoles. Conheça alguns rumos e medidas que podem inverter os papéis exercidos pela construção civil no contexto ambiental.
O Brasil tem todas as ferramentas para se destacar mundialmente no ramo da construção civil. Além de ser um país imenso, com grandes áreas inexploradas comercialmente, foi palco de movimentos migratórios que formaram, com graves defeitos sociais, as metrópoles. O tardio processo de urbanização, preconizado sobretudo pela máxima de Juscelino Kubitschek de "50 anos em 5" fez com que o ramo da construção civil se tornasse bem mais valorizado, com a criação de novas empresas, novos empregos e novas possibilidades.
Atualmente, o país conta com 3 milhões de trabalhadores nos canteiros de obras, não só de edifícios e casas, mas também em obras de saneamento básico, drenagem, calçamento e obras urbanas em geral. Esse panorama tende apenas a crescer com as oportunidades desveladas ante a proximidade da Copa do Mundo 2014 e das Olímpíadas 2016.
Um mapeamento realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) identificou 224 nichos de negócios que poderiam ser explorados pelas micro e pequenas empresas antes, durante e após a Copa do Mundo, desde alimentação industrial até saúde e segurança no trabalho, ao longo de toda a cadeia produtiva. Estima-se que o montante de recursos que deve ser movimentado em obras de infraestrutura e organização será de R$ 22,4 bilhões, podendo chegar a até R$ 112,9 bilhões com a produção em cadeia.
Por outro lado, o ramo é o campeão em acidentes de trabalho. Segundo dados do IBGE, 45% dos acidentes em locais de trabalho aconteceram em canteiros de obras em 2009, um total de 723,5 mil trabalhadores. Além disso, a construção civil carrega um fardo ambiental que não pode ser desconsiderado. Em cidades como São Paulo, cerca de 55% dos resíduos urbanos são gerados por atividades ligadas ao setor. Nas construções, cerca de 48% das madeiras utilizadas tenham como origem o desmatamento ilegal, segundo a Forest Stewardship Council Brasil (FSC).
Logo, é mais do que necessário que as empresas busquem soluções sustentáveis para que o futuro dos negócios na construção civil não seja marcado indelevelmente por agreesões ao meio ambiente e à sociedade. E medidas já estão sendo adotadas. Na última edição da Greenbuilding Brasil Conference & Expo, realizada entre 29 e 31 de agosto evento realizado na sede da Fecomercio, em São Paulo, empresários discutiram novas tendências no segmento que desagravem o passivo ambiental carregado há décadas.
Jardins suspensos
A expansão urbana provocada pelo crescimento econômico e pela explosão populacional nas grandes cidades é um fenômeno antigo e que atinge todo o planeta. Com a urbanização de grandes áreas antes cobertas por vegetação, redução de parques ecológicos e concretação das grandes metrópoles, é cada vez mais comum a ocorrência de anomalias climáticas locais. Além disso, a impermeabilização do solo com asfalto ocasiona enchentes e impede o reabastecimento dos aquíferos subterrâneos.
Uma forma criativa, bonita e eficaz de combater o impacto climático da construção civil é adaptar a própria natureza aos edifícios. Uma das empresas brasileiras especializada nesse novo ramo de arquitetura é a Ecotelhado, que desenvolve projetos de vegetação de telhados e paredes, além de sistemas de drenagem para pavimentos urbanos e residências. Se é caro? O diretor da empresa, João Manuel Linck Feijó garante que o custo-benefício é vantajoso. "O valor do investimento é em geral o mesmo, considerando-se um telhado de boa qualidade. Quando levamos em conta os benefícios de conforto térmico, retenção de água, limpeza do ar e vida útil de duas a três vezes maior, a vantagem é grande a favor do telhado verde", afirma.
Para Marcos Casado, gerente do Green Building Council Brasil (GBC), o país está avançando na concessão de certificados para edificações ecoeficientes. No evento, ele explicou que o Brasil ocupa o 4º lugar na concessão de certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Mas os 35 prédios que contam com o selo e os outros 330 que estão em processo de análise ainda não são suficientes para mudar a realidade climática das grandes cidades.
Mais eficiência, menos energia
As edificações trilham cada vez mais o rumo da ecoeficiência, com a construção de prédios de alta performance que otimizam o consumo de água e energia ao mesmo tempo em que dispõem de meios de captar tais recursos. "Entendemos que tão ou mais importante que construir um edifício de alta performance é garantir que essa alta performance seja uma constante no ciclo de vida do edifício, lembra Manoel Carneiro, diretor-geral da Trane, empresa especializada em climatização de ambientes.
Os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo consumo de 120 e 252 kwh por mês em uma residência comum, segundo a Eletrobras. Em um prédio comercial, onde cada apartamento tem mais de um aparelho, o cosumo de energia elétrica dispara. Carneiro lembra que 42% da energia consumida no Brasil vem de edificações; nos edifícios, os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo gasto de 60% a 75% do consumo.
Carneiro, defende que muitas vezes o uso excessivo de aparelhos de ar-condicionado é decorrente de falhas nos projetos, que não contemplam elementos sustentáveis básicos e inserem na obra uma envoltória envidraçada, sem proteções contra a insolação direta, falta de isolamento do telhado, má ventilação, dentre outras falhas. "O tempo investido na concepção de um edificação é sem sombra de dúvida um dos melhores investimentos que um empreendedor pode fazer seguido pela conceituação do sistema de ar condicionado e pelo uso de sistemas e equipamentos mais eficientes, pois 80% do custo do ciclo de vida de um edifício vem da sua operação", lembra.
A construção civil é um dos ramos de negócios mais importantes para a consolidação da sustentabilidade na sociedade, uma vez que diz respeito às mais incisivas transformações do homem sobre a natureza. Quando essas marcas indeléveis – as construções e edifícios – assimilarem a ecoeficiência, poderemos afirmar que o desenvolvimento sustentável no Brasil caminha para a sua efetiva aplicação.Da mesma forma que o país se constituiu como um promissor mercado para a construção civil, dispõe agora de todas as possibilidades de se destacar como uma nação sustentável.
Eber Freitas
Fonte: administradores.com.br
O Brasil tem todas as ferramentas para se destacar mundialmente no ramo da construção civil. Além de ser um país imenso, com grandes áreas inexploradas comercialmente, foi palco de movimentos migratórios que formaram, com graves defeitos sociais, as metrópoles. O tardio processo de urbanização, preconizado sobretudo pela máxima de Juscelino Kubitschek de "50 anos em 5" fez com que o ramo da construção civil se tornasse bem mais valorizado, com a criação de novas empresas, novos empregos e novas possibilidades.
Atualmente, o país conta com 3 milhões de trabalhadores nos canteiros de obras, não só de edifícios e casas, mas também em obras de saneamento básico, drenagem, calçamento e obras urbanas em geral. Esse panorama tende apenas a crescer com as oportunidades desveladas ante a proximidade da Copa do Mundo 2014 e das Olímpíadas 2016.
Um mapeamento realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) identificou 224 nichos de negócios que poderiam ser explorados pelas micro e pequenas empresas antes, durante e após a Copa do Mundo, desde alimentação industrial até saúde e segurança no trabalho, ao longo de toda a cadeia produtiva. Estima-se que o montante de recursos que deve ser movimentado em obras de infraestrutura e organização será de R$ 22,4 bilhões, podendo chegar a até R$ 112,9 bilhões com a produção em cadeia.
Por outro lado, o ramo é o campeão em acidentes de trabalho. Segundo dados do IBGE, 45% dos acidentes em locais de trabalho aconteceram em canteiros de obras em 2009, um total de 723,5 mil trabalhadores. Além disso, a construção civil carrega um fardo ambiental que não pode ser desconsiderado. Em cidades como São Paulo, cerca de 55% dos resíduos urbanos são gerados por atividades ligadas ao setor. Nas construções, cerca de 48% das madeiras utilizadas tenham como origem o desmatamento ilegal, segundo a Forest Stewardship Council Brasil (FSC).
Logo, é mais do que necessário que as empresas busquem soluções sustentáveis para que o futuro dos negócios na construção civil não seja marcado indelevelmente por agreesões ao meio ambiente e à sociedade. E medidas já estão sendo adotadas. Na última edição da Greenbuilding Brasil Conference & Expo, realizada entre 29 e 31 de agosto evento realizado na sede da Fecomercio, em São Paulo, empresários discutiram novas tendências no segmento que desagravem o passivo ambiental carregado há décadas.
Jardins suspensos
A expansão urbana provocada pelo crescimento econômico e pela explosão populacional nas grandes cidades é um fenômeno antigo e que atinge todo o planeta. Com a urbanização de grandes áreas antes cobertas por vegetação, redução de parques ecológicos e concretação das grandes metrópoles, é cada vez mais comum a ocorrência de anomalias climáticas locais. Além disso, a impermeabilização do solo com asfalto ocasiona enchentes e impede o reabastecimento dos aquíferos subterrâneos.
Uma forma criativa, bonita e eficaz de combater o impacto climático da construção civil é adaptar a própria natureza aos edifícios. Uma das empresas brasileiras especializada nesse novo ramo de arquitetura é a Ecotelhado, que desenvolve projetos de vegetação de telhados e paredes, além de sistemas de drenagem para pavimentos urbanos e residências. Se é caro? O diretor da empresa, João Manuel Linck Feijó garante que o custo-benefício é vantajoso. "O valor do investimento é em geral o mesmo, considerando-se um telhado de boa qualidade. Quando levamos em conta os benefícios de conforto térmico, retenção de água, limpeza do ar e vida útil de duas a três vezes maior, a vantagem é grande a favor do telhado verde", afirma.
Para Marcos Casado, gerente do Green Building Council Brasil (GBC), o país está avançando na concessão de certificados para edificações ecoeficientes. No evento, ele explicou que o Brasil ocupa o 4º lugar na concessão de certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Mas os 35 prédios que contam com o selo e os outros 330 que estão em processo de análise ainda não são suficientes para mudar a realidade climática das grandes cidades.
Mais eficiência, menos energia
As edificações trilham cada vez mais o rumo da ecoeficiência, com a construção de prédios de alta performance que otimizam o consumo de água e energia ao mesmo tempo em que dispõem de meios de captar tais recursos. "Entendemos que tão ou mais importante que construir um edifício de alta performance é garantir que essa alta performance seja uma constante no ciclo de vida do edifício, lembra Manoel Carneiro, diretor-geral da Trane, empresa especializada em climatização de ambientes.
Os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo consumo de 120 e 252 kwh por mês em uma residência comum, segundo a Eletrobras. Em um prédio comercial, onde cada apartamento tem mais de um aparelho, o cosumo de energia elétrica dispara. Carneiro lembra que 42% da energia consumida no Brasil vem de edificações; nos edifícios, os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo gasto de 60% a 75% do consumo.
Carneiro, defende que muitas vezes o uso excessivo de aparelhos de ar-condicionado é decorrente de falhas nos projetos, que não contemplam elementos sustentáveis básicos e inserem na obra uma envoltória envidraçada, sem proteções contra a insolação direta, falta de isolamento do telhado, má ventilação, dentre outras falhas. "O tempo investido na concepção de um edificação é sem sombra de dúvida um dos melhores investimentos que um empreendedor pode fazer seguido pela conceituação do sistema de ar condicionado e pelo uso de sistemas e equipamentos mais eficientes, pois 80% do custo do ciclo de vida de um edifício vem da sua operação", lembra.
A construção civil é um dos ramos de negócios mais importantes para a consolidação da sustentabilidade na sociedade, uma vez que diz respeito às mais incisivas transformações do homem sobre a natureza. Quando essas marcas indeléveis – as construções e edifícios – assimilarem a ecoeficiência, poderemos afirmar que o desenvolvimento sustentável no Brasil caminha para a sua efetiva aplicação.Da mesma forma que o país se constituiu como um promissor mercado para a construção civil, dispõe agora de todas as possibilidades de se destacar como uma nação sustentável.
Eber Freitas
Fonte: administradores.com.br
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