quinta-feira, 20 de outubro de 2011

gora o assunto é mercado imobiliário internacional. Foi divulgado o Inmann 100, uma lista anual com as 100 pessoas mais influentes do mercado imobiliário americano. A lista reconhece líderes, especialistas, corretores, tecnólogos, líderes do governo, e visionários, que mais influenciam o setor imobiliário. A lista é dividida em 1.CORRETAGEM - 2.ECONOMISTAS, ACADÊMICOS E CONSULTORES - 3.GOVERNO - 4.MÍDIA - 5.HIPOTECA - 6.BLOGUEIROS E MÍDIA SOCIAL - 7.ORGANIZAÇÕES. - 8. TECNOLOGIA

Confira abaixo 7 profissionais selecionados de 7 categorias, ou clique aqui para visualizar a seleção completa.

- Categoria: Corretagem
Graham Badun
Sócio e CEO da Brookfield









- Categoria: Economistas, acadêmicos e consultores
Stan Humphries
Economista Chefe do Zillow (Maior site imobiliário do mundo)








- Categoria: Governo
Christopher Dood
Senador dos EUA









- Categoria: Mídia
Anglin Lani-Rosales
Diretora de novas mídias, fundadora da AgentGenius e autora de várias revistas imobiliárias online









- Categoria: Blogueiros e mídia social
III "Rudy" Rudolph Bachraty
Ex-corretor de imóveis, guru de mídias sociais, co-fundador do blog Trulia









- Categoria: Tecnologia
Steve Ozonian
Ex executivo RE/MAX, Bank of America, atual CEO do site realestate.com






- Categoria:Organizações
Vicki Golder
Presidente 2010 da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis




Dicas: como comprar um lote com segurança


Importante componente para a redução do déficit habitacional, o lote sempre figurou como alternativa para a realização do sonho da casa própria. O lote urbanizado embute vantagens como, por exemplo, ter o custo de sua aquisição, somado à construção, mais acessível do que um imóvel pronto. Além da flexibilização no projeto, permite ainda que a obra seja executada de acordo com as condições financeiras do comprador e a possibilidade de ampliação do imóvel.
A maioria dos loteamentos é comercializada por meio de financiamento direto do loteador, com prazos inferiores aos praticados pelas instituições financeiras que operam o crédito imobiliário – e que geralmente financiam 70% do valor, com juros mais caros. Também não existe acesso aos recursos legais do FGTS para o financiamento ou a quitação de terrenos, algo que o setor formal continua pleiteando junto ao governo.
Com o objetivo de auxiliar o consumidor em sua escolha, o Secovi-SP relaciona os documentos e procedimentos necessários para efetuar a aquisição responsável do lote urbanizado.
Documentos necessários:
. Alvará de Loteamento – autorização da Prefeitura para a execução do empreendimento;
. Licença ambiental
. Matrícula do Loteamento – (documento do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca em que o empreendimento está localizado), demonstrando que foi registrado. Esse documento garante que o lote é legal;
. Termo de Vistoria e Entrega das Obras – considerado o Habite-se do loteamento, é emitido pela Prefeitura da cidade onde o empreendimento se encontra, e comprova que o loteador cumpriu todas as etapas da obras às quais estava obrigado. Caso o loteamento esteja em obras, é importante ter o documento da Prefeitura (instrumento de garantia) que informa quais são as obras de infraestrutura urbana que o loteador está obrigado a implantar;
. Compromisso de Compra e Venda – (contrato padrão) – documento que o loteador é obrigado a depositar no Cartório de Registro de Imóveis e no qual constam as regras edilícias do loteamento, bem como as obras obrigatórias, e todas as regras de relacionamento entre o vendedor (loteador/proprietário do loteamento) e o adquirente (consumidor);
. Certidão negativa de IPTU – Documento que comprova que não há débitos no recolhimento do imposto territorial urbano do lote pretendido na aquisição;
. Certidão negativa de débitos – para com a Associação de Proprietários, caso se trate de loteamento fechado (semelhante ao condomínio). Verificar se não há pendências do loteador/proprietário do lote com a entidade que congrega todos os proprietários de lotes do empreendimento;
O que fazer:
De posse dos documentos acima, o interessado deve percorrer o loteamento para constatar se tudo o que foi prometido ou executado se encontra efetivamente no local – principalmente a demarcação e a identificação do terreno. Ou seja, conferir as divisas, bem como os marcos respectivos.
É importante também confirmar a documentação por meio de uma visita à Prefeitura local e no Cartório de Registro de Imóveis competente.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Empreendimentos sustentáveis conquistam mercado brasileiro

A importância de amparar a imagem de responsabilidade social tem abarcado, cada vez mais, a própria estrutura física das empresas brasileiras. A procura por construções sustentáveis já é parte da realidade do cenário corporativo, que responde por 50% desses empreendimentos no Brasil. A valorização dos edifícios verdes tem sido traduzida inclusive em certificações criadas e consolidadas pela alta demanda. Conforme o Green Building Council Brasil, o País é o sexto no ranking mundial de empreendimentos verdes.

No Estado, são menos de uma dezena de construções certificadas. A mais recente, que ainda está em fase de planejamento, é a do complexo da Fecomércio-RS, que até 2014 estará em funcionamento no bairro Anchieta. O empreendimento será o primeiro a atender aos critérios do selo Alta Qualidade Ambiental (Aqua) no Rio Grande do Sul. Conforme a arquiteta da Fecomércio-RS, Márcia Palma, a opção pela Aqua se deve ao fato de a certificação estar adaptada aos moldes brasileiros.

Dos 41 edifícios com o selo Aqua no País, que leva em conta 14 critérios - que avaliam a gestão ambiental das obras e as especificidades técnicas e arquitetônicas -, somente 14 são residenciais. Para o coordenador-executivo do processo Aqua na Fundação Vanzolini, instituição que desenvolveu e adaptou a metodologia ao Brasil, Manuel Martins, isso ocorre porque o mercado corporativo já confia na durabilidade e na economia de uso e manutenção desse tipo de edificação, o que vem acontecendo de forma mais lenta nos condomínios habitacionais. “As pessoas começam a perceber que é possível almejar viver em um ambiente assim, além dos benefícios no custo de manutenção”, observa.  Martins avalia ainda que o Rio Grande do Sul apresenta potencial de crescimento no setor, pois tem competência profissional e histórico de preocupação com as questões ambientais.

O sócio da Krebs Sustentabilidade, que atua na nacionalização da certificação LEED, Carlos Krebs avalia que a construção sustentável no Brasil em comparação com outros países ainda é embrionária, e que o Estado vai a reboque do que o País indica como potencial de negócio. Um dos fatores, porém, é a dificuldade no acesso aos materiais. O vice-presidente e coordenador da Comissão do Meio Ambiente do Sinduscon-RS, Rafael Lonzetti, observa, no entanto, que é pequeno o investimento do poder público na ideia. Ele sugere que sejam concedidas linhas de crédito e benefícios tributários aos empreendedores que estão iniciando essa corrente, que ainda depende do baixo nível de interesse dos consumidores. O Sinduscon-RS, assim como a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, tem realizado programas de conscientização para as empresas.

Lonzetti acredita que o setor está cada vez mais consciente quanto ao papel da sustentabilidade, assim como os próprios governos. Segundo ele, o próprio programa Minha Casa, Minha Vida é sustentável, visto que, na sua concepção, envolve ainda o desenvolvimento humano, segurança e moradia digna. O Selo Casa Azul, certificação de sustentabilidade da Caixa para empreendimentos habitacionais, é exemplo dessa tendência. As certificações levam em conta todo o ciclo de vida do produto, como o impacto que ele causa no contexto em que está inserido. O diretor da Inovatech Engenharia, consultoria para implantação da certificação Aqua, Luiz Henrique Ferreira, acredita que o foco das certificações deve ser no desempenho da obra, o que garante a sustentabilidade de fato. Isso porque avaliações desse tipo levam em conta as peculiaridades de cada região.

Custos de manutenção compensam aporte inicial na obra

Somente cerca de 25% de uma edificação é custo de produção. O resto corresponde à manutenção. Índice que comprova as vantagens da construção civil sustentável, embora requeira maior investimento inicial. O sócio da Krebs Sustentabilidade Carlos Krebs conta que o custo para a obtenção da certificação é muito mais do que financeiro, e sim de mudança de hábitos, e inclui a prática da multidisciplinaridade, com interação maior dos envolvidos, de forma a facilitar a concepção do projeto sustentável. “Para a construtora, a primeira vez é difícil. Mas depois de já ter os fornecedores, o custo é encontrar novos produtos e a forma de fazer as coisas”, diz.

O coordenador-executivo do processo Aqua na Fundação Vanzolini, Manuel Martins, esclarece que os custos dependem do padrão imobiliário. Apesar do investimento inicial maior, em torno de 2% a 7%, conforme alguns profissionais do setor, o consumo de energia pode ser, em média, 30% menor, e o de água, 30% a 50%. “O investimento inicial é absorvido pelos empreendedores no sentido de ter maior velocidade de venda e preferência na escolha do consumidor”, avalia.

Outro fator que influencia o custo, observa, é o planejamento inicial. O diferencial da Aqua, segundo ele, é a mudança na cultura de construção. A ideia é que os empreendedores invistam fortemente nas fases iniciais para que as escolhas sejam benfeitas, além da necessidade de gerenciamento integrado desde o programa até a entrega.

Segundo o diretor da Inovatech Engenharia, Luiz Henrique Ferreira, o investimento inicial depende da linha de base, ou seja, até que ponto a construtora tem seus processos adaptados. “Temos observado que, entre a maioria dos clientes, quando faz um bom projeto e planeja bem o nível de qualidade, o investimento é pequeno, porque nada mais é do que uma construção benfeita que leva em conta o nível de sustentabilidade. Quando a linha de base já é alta, o investimento adicional pode ser zero”, comenta. Ferreira conta que no mercado corporativo a valorização dessas edificações já é fato, porém, essa somente será uma realidade no País quando for abarcada pelo governo federal, o maior comprador do mercado imobiliário.

Century 21 representará fundos no país

A Century 21 Brasil vai representar fundos estrangeiros na compra de participações em sociedades de propósito específico (SPEs) de projetos enquadrados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
A empresa fechou acordo com fundo de private equity do Reino Unido, formado principalmente por investidores irlandeses, que investirá US$ 200 milhões em compra de participações em SPEs com foco no segmento. Segundo o presidente da Century 21 Brasil, Ernani Assis, o fundo espera ter retorno em até oito anos.
Outro acordo está em vias de ser fechado com um fundo da Índia. Os investidores desse fundo também pretendem comprar participações em projetos voltados para o Minha Casa, Minha Vida. Os aportes dos investidores indianos nessas aquisições somarão US$ 100 milhões. A Century 21 deve começar a comprar participações em SPEs para os dois fundos em novembro. A intenção é procurar todas as incorporadoras que atuam nos moldes do programa.
A Century 21 terá exclusividade na venda dos imóveis produzidos pelas parcerias fechadas por meio de sua intermediação. Ainda não está definido se a venda será feita pela própria Century 21 ou pela rede franqueada.
A 50ª franquia da Century 21 entra em operação hoje, em Brasília. O total de contratos assinados com franqueados, incluindo os referentes a operações ainda não iniciadas, é de 127. A meta para 2011 é chegar a 150. Em média, a Century 21 tem fechado nove por mês. “Queremos ter 580 agências operando no fim de 2015″, diz Assis.
Desde fevereiro, o modelo de remuneração da empresa mudou do sistema de pagamento de royalties para desembolsos fixos mensais de R$ 1 mil por franqueado. Mas a maior parte da receita da Century 21 resulta da remuneração por serviços de terceiros oferecidos por meio dos franqueados. No primeiro semestre, os franqueados começaram a oferecer financiamento do Santander. A expectativa é que o financiamento do banco distribuído pelos franqueados chegue a R$ 60 bilhões em dez anos.
O modelo de oferta de serviços começou a ser adotado no fim de outubro de 2010. Recentemente, a Century 21 fechou parceria com a Mapfre Seguros para a distribuição dos produtos fiança locatícia, seguro residencial e assistência 24 horas. As duas empresas constituíram a joint venture Protec 21 Seguros, com 50% cada uma. Por dois anos, a Mapfre não poderá ter outra parceria em formato semelhante, segundo Assis.
Os franqueados da Century 21 vendem imóveis novos e usados. O tíquete médio das unidades é de R$ 417 mil, mas a média dos imóveis vendidos pelos franqueados que atuam no bairro do Itaim, em São Paulo, chega a R$ 1,150 milhão. Em 2010, o Valor Global de Vendas (VGV) dos franqueados foi de R$ 1,2 bilhão. De janeiro a julho de 2011, chegou a R$ 2,8 bilhões.
Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Produção de cimento na Paraíba está em baixa


Um dos principais insumos da construção civil, a produção de cimento não tem acompanhado o aquecimento vivido pelo setor imobiliário no Estado. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic) mostram que o volume chegou a 1,056 milhão de toneladas no primeiro semestre deste ano, alta de apenas 0,35% sobre o mesmo período do ano passado. Mesmo com o baixo índice de crescimento no semestre, a Paraíba, que possui duas fábricas de cimento (Cimpor e Lafarge), continua sendo o 2º maior produtor do insumo no Nordeste, ficando atrás apenas de Sergipe (1,520 milhão de t), que registrou alta mais forte (5,71%) no primeiro semestre.
A Paraíba também ficou abaixo da média do Nordeste no período (3,26%), o volume de produção de cimento na Paraíba pode ter sido afetado por problemas mecânicos em uma das fábricas do Estado.
Entre os meses de julho e agosto, um problema mecânico na unidade da Lafarge afetou o funcionamento, fazendo com que a produção fosse paralisada por cerca de um mês, reduzindo o abastecimento no mercado. Na Cimpor, uma manutenção mecânica causou também redução na fabricação durante 15 dias, mas os números não entraram na contabilização do primeiro semestre.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa, Irenaldo Quintans, comentou que a produção de cimento afeta diretamente o setor. Para suportar a demanda, Quintans acredita que é necessário que outras fábricas se instalem no Estado. “Como a produção está no limite, não há margem de segurança.
Qualquer contratempo afeta o abastecimento”, comentou.
O empresário da construção Waldemir Andrade disse que a situação já foi normalizada. “Como compramos direto da fábrica, mesmo no período crítico, não houve aumento de preço, mas tivemos problemas com a quantidade de cimento disponibilizado. Para o segundo semestre, a assessoria de imprensa da Cimpor afirmou que a previsão é que a produção continue normalmente. “Não houve paralisação.
Por duas semanas diminuímos o ritmo de produção para a realização de manutenção. Sem nada previsto para o segundo semestre, a produção deverá ser normal”, informou.

Aquecimento do mercado imobiliário aumenta número de corretores

O déficit habitacional no Brasil está longe de ser liquidado. Mesmo assim a distância entre os imóveis e os futuros proprietários é reduzida com a presença do corretor de imóveis. A carreira é promissora, são diversas áreas de atuação para escolher e o número de profissionais não para de crescer. Segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ), em pouco mais de três anos o número de corretores credenciados superou os 10 mil. Isso representa um aumento de 43% no período analisado, que foi de dezembro de 2007 a junho de 2011.
Para Antônio José da Silva, presidente da Primar Administradora de Bens, a realização de grandes eventos no Brasil, como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, contribuem para o aumento de pessoas interessadas em atuar no ramo. “Um fato que atrai os profissionais são as comissões. Nem todas as empresas trabalham com base salarial, mas ao vender um imóvel o corretor pode ganhar até 6% de comissão. Ou seja, na venda um apartamento de R$ 200 mil o ganho pode chegar a 12 mil”, aponta.
Basicamente o corretor imobiliário é responsável pela intermediação entre o cliente que compra e o que vende em uma transação imobiliária, mas há outras tarefas. Independente do tipo de imóvel, urbano ou rural, um especialista é fundamental para garantir a segurança do negócio. “Dificilmente os envolvidos na transação se conhecem e há um trâmite complicado até a efetuação da venda, que pode ser descomplicado com a ajuda de um corretor. O profissional conhece bem o mercado imobiliário e isso é imprescindível”, afirma.
A falta de qualificação profissional é uma das principais queixas do mercado imobiliário, por isso para se dar bem é preciso se preparar. Quem deseja atuar na gestão de imóveis pode ingressar no ensino superior e fazer o curso de Ciências Imobiliárias, que confere o diploma de bacharel aos alunos e tem duração de quatro anos. Outras opções são o curso de Gestão Imobiliária, que dura dois anos, ou o Técnico em Transações Imobiliárias, que tem a duração de apenas um ano. É possível ainda fazer o exame de proficiência para poder exercer a profissão.
Silva lembra que a carreira legal exige ainda o credenciamento junto ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI). Além da especialização, os candidatos a corretores devem ter algumas aptidões para lidar mais facilmente com as dificuldades do percurso. “Gosto por vendas e por lidar com o público, paciência, bom humor, carisma, dedicação, capacidade de argumentação, boa aparência e raciocínio aguçado são características fundamentais para atuar no ramo imobiliário”, destaca.
O corretor de imóveis tem como principais atividades a coordenação da venda, locação, permuta e incorporação de imóveis, apresentação de imóveis aos interessados, a verificação do andamento de construções e a reunião de documentos e papéis necessários a negociação. “O gestor de imóveis tem que se manter informado sobre o planejamento urbano da cidade, especialmente nas regiões onde estão localizados os imóveis de sua responsabilidade, as alterações na legislação e outras informações que possam influenciar a negociação imobiliária”, ressalta.
Imobiliárias, construtoras, consórcios imobiliários, cartórios de registros de imóveis, leilões e empresas de loteamento e planejamento de imóveis são alguns dos locais onde o corretor pode trabalhar. “O profissional pode se especializar em um segmento da área imobiliária. Ele pode ser especialista na negociação de imóveis usados, comerciais, residenciais, urbanos ou rurais, lançamentos, loteamentos, administração de aluguéis e de condomínios, avaliações, consultoria no processo de comercialização de imóveis e despachantes imobiliários”, explica.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mais uma empresa investe no mercado imobiliário



Diante do aquecimento do setor de construção, que demanda um volume cada vez maior de recursos para financiar os investimentos, os fundos imobiliários têm se sofisticado e buscado novas oportunidades, muito além do tradicional ganho com o aluguel dos imóveis. 

Com experiência na área de crédito privado, a Polo Capital resolveu entrar no mercado de desenvolvimento imobiliário e lançou dois Fundos de Investimentos em Participação (FIPs), um já praticamente investido e outro em fase de análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

A gestora montou uma área imobiliária há dois anos com a chegada de João Paulo Rossi, que veio da construtora Rossi Residencial. O primeiro FIP, lançado em 2010, o Polo Real Estate I, fechou com patrimônio de R$ 35,5 milhões, a maior parte dos recursos comprometida pelos próprios sócios. 

O objetivo era participar de projetos de co-incorporação imobiliária, nos segmentos residencial e comercial, e buscar uma diversificação dos investimentos tanto geográfica como em relação aos ciclos de desenvolvimento. "Podemos entrar desde o estágio inicial do empreendimento, na fase da compra e preparação dos terrenos, como adquirir imóveis já lançados", afirma Rossi, que se tornou sócio da Polo e responsável pela área imobiliária da gestora. 

A carteira do primeiro fundo conta com nove empreendimentos, sendo quatro comerciais, com foco em salas menores de 20 a 40 metros quadrados. No segmento residencial, a gestora procurou focar em imóveis voltados para a média e alta renda, com valor superior a R$ 450 mil. 

Apesar dos investimentos se concentrarem mais no Estado do Rio de Janeiro, a gestora tem aproveitado oportunidades em outras regiões do Brasil. O fundo investiu em um conjunto residencial em Fortaleza (CE), voltado para o segmento de baixa renda, com unidades de 50 a 80 m2, e adquiriu recentemente um terreno na Rua Augusta, no Centro de São Paulo, em que será construído um prédio residencial que contará com serviços, semelhante aos flats. 

Já o segundo fundo, em análise na CVM, tem como meta captar pelo menos R$ 200 milhões e deve seguir a mesma estratégia da primeira carteira. Serão investidos R$ 6 milhões a R$ 7 milhões em cada negócio. "Avaliamos uma média de 60 a 70 negócios por trimestre e já temos quatro projetos em análise", diz Rossi. 

Diferentemente da primeira oferta, que não contou com emissão pública e saiu com esforços restritos, a segunda carteira deve ser distribuída para clientes brasileiros de private banks e estrangeiros. 

A gestora planeja lançar ainda este ano um fundo imobiliário que investirá em um complexo hoteleiro a ser construído em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro, e contará com um centro comercial. No total, devem ser investidos R$ 500 milhões. 

O projeto terá um hotel âncora, que será operado por uma das grandes bandeiras hoteleiras, e ainda contará com um condomínio de casas voltadas para segunda moradia, além de uma marina. "Já compramos o terreno e devemos lançar o fundo juntamente com o lançamento do empreendimento", afirma Rossi. A meta de rentabilidade da carteira deve ficar em torno de 14% ao ano mais a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

Por envolverem o risco de construção, os fundos com foco em desenvolvimento imobiliário costumam entregar uma rentabilidade maior para os cotistas. Enquanto uma carteira tradicional que compra imóveis prontos com objetivo de obter rendimento com a receita dos aluguéis oferece um retorno anual, em média, de 8% a 11% mais a variação do IPCA, nos fundos de incorporação os ganhos podem chegar a 20%, 30% ao ano. 

A Polo Capital ainda conta com uma securitizadora e lançou no mercado sua primeira carteira com foco na aquisição de recebíveis imobiliários, que está em análise na CVM, e tem previsão de captação de R$ 200 milhões. 

Fonte: Valor